segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Médico de origem tauaense participa de conquista de medalha na Paralimpíada do Japão

 

O Hospital da Forças Armadas (HFA) foi representado na “Paralimpíada de Tóquio 2020”, por meio da participação do seu Chefe da Seção de cirurgia vascular, Primeiro-Tenente Médico Leonardo Martins Mota de Morais. O Oficial atuou como Médico-chefe das seleções masculina e feminina de vôlei sentado, acompanhando os atletas na parte médica e controle do doping, nos dias de jogos e treinamentos. E comemorou, junto com as seleções, os excelentes resultados alcançados, com o quarto lugar da seleção masculina e o Bronze da seleção feminina. Doutor Mota esteve presente na cerimônia de encerramento dos Jogos. Leonardo nasceu em Natal, RN, mas tem origem tauaense, pois é filho de  Ananias Mota e Joana Dark, da Chácara Mota. Ele tem centenas de familiares em Tauá, avós, tios, primos, etc. 

Atuando na seleção desde 2015, o Doutor Mota já é veterano na participação em jogos. Além dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que acaba de acontecer, participou dos jogos Olímpicos Rio 2016 e dos Jogos Mundiais Militares ocorridos em Wuhan, na China, em 2019. E no Japão fez parte de uma equipe composta por 11 médicos e compôs uma delegação de 468 pessoas entre atletas e pessoal de apoio. Reconhecido no meio esportivo, o médico foi agraciado este ano com a Medalha Mérito Desportivo concedida pelo Ministério da Defesa.

Mota chegou ao Japão no dia 8 de agosto e permaneceu até o encerramento dos Jogos ocorrido neste sábado (4). Disse que a sua participação nos Jogos só foi possível graças ao apoio que recebeu do General Ricardo Rodrigues Canhaci, Comandante Logístico e do Brigadeiro Geraldo José Rodrigues, Diretor-Técnico de Saúde do HFA, que atenderam o pedido do Comitê paralímpico Brasileiro e o liberaram para a viagem. “Cada vez que vamos para a quadra e vemos a nossa Bandeira hasteada percebemos como é importante o nosso trabalho.” O médico acrescentou ainda que o conhecimento acumulado durante o seu trabalho no combate a COVID no HFA possibilitou que pudesse desempenhar melhor o seu trabalho em Tóquio. “O combate à covid foi estendido aos jogos paralímpicos, e a experiência adquirida no HFA, executando protocolos rígidos, permitiu uma melhor orientação aos atletas, na identificação de sintomas e realização de testagens diárias”, ressaltou.

Pela segunda edição consecutiva, o Brasil brigou pela medalha de bronze no vôlei sentado masculino nas Paralimpíadas. Assim como no Rio, os brasileiros entraram em quadra na madrugada deste sábado, já início de tarde em Tóquio, com o peso da história nas mãos. O adversário, dessa vez, era nada menos que a Bósnia e Herzegovina, atual vice-campeã paralímpica e líder do ranking mundial. Superada nas semifinais, a seleção europeia se recuperou da derrota para a Turquia e garantiu o terceiro lugar ao vencer por 3 sets a 1, parciais de 23/25, 25/19, 25/18, 25/11.

Já a seleção brasileira feminina de vôlei sentado conquistou, no início da manhã deste sábado (4), a medalha de bronze. Na disputa de um lugar no pódio, no Complexo Makuhari Messe, em Chiba, o Brasil derrotou o Canadá por 3 sets a 1 (25/15, 24/26, 26/24 e 25/14) e repetiu o desempenho dos Jogos Rio-2016. Com três vitórias em três jogos na fase de classificação, a seleção foi derrotada pelos Estados Unidos na semifinal.

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio se encerraram e, com eles, mais um ciclo de grandes exemplos de superação e humanismo se completa. O Brasil conquistou 72 medalhas, seno 22 ouros; 20 pratas; e 30 bronzes, dando ao Brasil a sétima colocação no quadro geral.

Os Jogos marcaram o encerramento da carreira do nadador Daniel Dias, a quem coube a honrosa tarefa de carregar a bandeira brasileira durante o evento de encerramento dos jogos.

Por Comandante Cleber Ribeiro

Fotos: Acervo pessoal do 1T Med Mota

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO HFA




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