sexta-feira, 22 de maio de 2015

CEARÁ É O OITAVO EM ACIDENTES COM MOTOCICLETAS

O Ceará ocupa a 8ª posição no ranking de vítimas de acidentes com motocicletas, com taxa de mortalidade de 9,9 para cada 100 mil habitantes.  Entre 2002 e 2012, este número cresceu 81,9% no Estado e, em 2013, foram 761 mortes. No Brasil, o índice é de 6,3 mortes por 100 mil habitantes.A cada ano, cerca de 45 mil pessoas perdem suas vidas em acidentes de trânsito no País.

No Ceará, em 2013, as internações hospitalares no  Sistema Único de Saúde (SUS) envolvendo motociclistas totalizaram 3.123, representando um gasto de R$ 2,7 milhões. Em todo o País, nos últimos seis anos, houve um aumento de 115% deste tipo de internação, com crescimento de 170,8% de custos. 

Os números são do Ministério da Saúde e foram divulgados junto a ações de prevenção aos acidentes. "Algumas propostas em estudo são a obrigatoriedade de apresentação da habilitação no momento da compra da moto, por exemplo, e a possibilidade de financiamento do capacete como um EPI (Equipamento de Proteção Individual), possibilitando a venda do item de segurança junto do veículo”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.
 
AUMENTO  

Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 4.292 mortes de motociclistas em 2003, número 280% menor do que o registrado 10 anos depois (12.040). Parte do aumento de acidentes envolvendo motos se deve ao crescimento vertiginoso da frota no país. Entre 2003 e 2013, o número de motocicletas aumentou 247,1%, enquanto a população teve um crescimento de 11%.

 De acordo com o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA 2011), que traça o perfil das vítimas de violências e acidentes atendidas em serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde em capitais brasileiras, 78,76% das vítimas de acidente de transporte terrestre envolvendo motociclista são homens, na faixa etária de 20 a 39 anos. Entre os motociclistas ouvidos, 19,6% informaram o uso de bebida alcoólica antes do acidente e 19,7% estavam sem capacete.
 
 Redação O POVO Online