sábado, 13 de fevereiro de 2016

RECUPERADA MOTO TOMADA DE ASSALTO EM TAUÁ


Foi recuperada moto tomada de assalto em Tauá.Trata-se da moto honda,cg,150,fan,de placa:ORP-0450,pertencente ao mototaxista José Rodrigues Cavalcante,residente no bairro Meireles.A moto foi tomada de assalto no dia 23 de outubro de 2015,na CE-176,saida de Tauá para Arneiroz..Ele foi chamado para uma corrida e logo que deixava a cidade foi abordado pelo suposto passageiro que levou sua moto.A moto do mototaxista era uma das 04 motos que foram encontradas durante a operação realizada na última quinta-feira,na localidade de Canabrava,no Municipio de Pedra Branca,pelas equipes do Cotar e da Ciopaer.Na oportunidade foi desarticulada uma quadrilha que vinha agindo na BR-020,na prática de constantes assaltos.José Rodrigues recebeu a informação da policia de Pedra Branca e deve seguir para aquele municipio para trazer de volta a sua motocicleta.


TAUÁ ENTRE MUNICIPIOS COM ALTO RISCO DE CONTAMINAÇÃO DA DOENÇA DE CHAGAS


O Ceará possui 25 municípios considerados de alto risco para a transmissão da doença de chagas, pelo grande índice de infestação do Triatoma Brasiliensis, conhecido como barbeiro, vetor da doença que acometeu oito pessoas em Redenção, em 2006; e uma pessoa, em 2008, em Sobral, segundo o Programa de Controle de Chagas no Estado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, existem 162 espécies de vetores, destas, nove vivem no Ceará e cinco representam importância epidemiológica, ou seja, são capazes de transmitir a doença. A velha imagem de proliferação do Barbeiro em casas de taipa, no Interior, tem ficado para trás, já que estudos apontam também a incidência desses insetos nas cidades. Ainda segundo a OMS, 2 a 3 milhões de pessoas no mundo são vítimas da doença de chagas. O difícil é saber quem são e onde estão, já que grande número é crônico, ou seja, a vítima carrega os sintomas por anos, sem detectar.

Combate ao barbeiro
Para reforçar as ações de combate ao barbeiro, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), por meio do Núcleo de Controle de Vetores (Nuvet), realiza, nesta segunda-feira (15), a Oficina de Implantação da Rede de Monitoramento da Suscetibilidade das Populações Triatomínicas Brasileiras aos Inseticidas. Participarão da oficina coordenadores de endemias e supervisores de campo dos 25 municípios selecionados para início das ações. "A expectativa é de trabalharmos inicialmente com 100 localidades que têm o índice de prevalência", diz a assessora técnica responsável pelo Programa de Controle da Doença de Chagas, bióloga Cláudia Mendonça.

A principal causa da doença de chagas no Brasil é a transmissão vetorial e, segundo a assessora técnica, a classificação dos municípios foi feita segundo os critérios de vulnerabilidade social e ecológica, onde há alto risco para transmissão vetorial. Além do Nuvet no Ceará, outros dois laboratórios brasileiros foram selecionados para o monitoramento, o laboratório da Universidade de Brasília (UnB) e o da Superintendência de Controle de Endemias de Mogi Guaçu (SP). "Para a implantação da rede de monitoramento, a oficina é a primeira etapa, com a capacitação dos coordenadores de endemias e supervisores de campo. Em seguida, serão realizadas as visitas domiciliares, a coleta dos insetos e testes em laboratório para avaliar se há resistência ao inseticida", explica Cláudia.

Região Norte
Segundo Everton Carneiro, supervisor de Endemias do Centro de Controle de Zoonoses de Sobral, "na região Norte praticamente não existe a infecção vetorial, transmitida diretamente pelo barbeiro, e sim, a forma indireta, que seria a ingestão de alimentos que contenham o inseto, como verduras frescas. Dentro do nosso Programa de Controle da Doença de Chagas, temos registrado no Município, desde 2011, o total de 1.860 localidades visitadas. Destas, 536 foram positivas para a presença do Triatoma Brasiliensis (sem vítimas), principal vetor no Brasil, daí a importância desse curso especificamente sobre essa espécie".

Ainda segundo Everton, "a incidência desses insetos nos grandes centros têm ocorrido por meio de êxodo rural, da escassez de alimentos ou da urbanização dos espaços, que tem facilitado a sua mudança de habitat".

Prevenção
Como ainda não há vacina contra a doença de chagas e sua incidência está diretamente relacionada às condições habitacionais, a melhor forma de prevenção é o combate direto ao transmissor, que prolifera em lugares escuros, sujos e com frestas. Entre as medidas que podem garantir relativa segurança estão manter a casa limpa, organizada e bem arejada, aplicar inseticidas e utilizar a proteção de telas em portas e janelas, principalmente em ambientes rurais.

Saiba mais
25 municípios são considerados de alto risco para transmissão:
Hidrolândia, Irauçuba, Massapê, Sobral, Croatá, São Benedito, Boa Viagem, Banabuiú, Solonópole, Milhã, Jaguaretama, Jaguaruana, Jaguaribe, Limoeiro do Norte, Quixeré, Arneiroz, Parambu, Independência, Ipaporanga, Baixio, Orós, Umari, Cariús, Quixelô e Tauá.

 Fonte:Diário do Nordeste