quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fatos históricos que aprendemos errado


A história é constantemente revisada e reescrita. Técnicas de pesquisa aprimoradas e avanços nos conhecimentos técnicos têm revelado que parte da história que aprendemos na escola não passa, na verdade, de mitos e lendas. Mas muitas vezes não temos ideia disso e continuamos a propagar dados falsos. Está na hora de se atualizar!

O nascimento de Jesus
O dia 25 de dezembro não é o aniversário de Jesus. De acordo com o calendário romano, estimativas realizadas na Idade Média e uma meticulosa revisão dos textos bíblicos, Jesus nasceu no início de janeiro, quatro anos antes da Era Cristã.

Albert Einstein era, sim, bom na matemática
Se você já recorreu à ideia de que Albert Einstein era péssimo em matemática para justificar sua falta de entendimento da matéria, terá que encontrar uma nova desculpa. Na verdade, além de o físico alemão nunca ter sido reprovado nessa disciplina, ele já dominava cálculo diferencial e integral aos 15 anos.

Os vikings não tinham chifres no capacete
Os vikings são geralmente retratados como aventureiros que usavam capacetes com dois longos chifres — mas não há nenhuma evidência para embasar essa ideia. Escavações arqueológicas nunca descobriram nenhum capacete. Para muitos, essa imagem decorre do trabalho de um artista sueco ou da ópera de Wagner de 1876, na qual o guerreiro usa esse tipo de capacete.

A gripe espanhola era norte-americana
A gripe espanhola não é espanhola. Acredita-se que o nome tenha origem no fato de que a Espanha foi duramente atingida pela pandemia de gripe de 1918. Novas teorias indicam que o vírus teria vindo do Kansas, nos Estados Unidos. A gripe espanhola causou de 30 a 100 milhões de mortes entre 1918 e 1919, de acordo com várias estimativas recentes.

Crise de 1929
A quebra da bolsa de outubro de 1929 causou muita angústia e desespero, mas nenhum empresário se atirou das janelas dos arranha-céus, como a história nos ensinou. Na verdade, apenas dois suicídios foram relatados em Wall Street e ambos foram cometidos com revólveres.

As pirâmides não foram construídas por hebreus
Os escravos hebreus não construíram as pirâmides do Egito. Recentes descobertas arqueológicas mostram que os próprios egípcios ergueram as estruturas imensas. A crença, amplamente difundida, vem de um comentário do ex-primeiro-ministro israelense Menachem Begin, ao visitar o Egito em 1977.

Cleópatra
Cleópatra, a célebre Rainha do Egito (51-30 aC), era grega. Sua família, que se recusou a falar a língua egípcia, fazia parte de uma dinastia originária da Macedônia. Cleópatra teve uma boa educação e falava várias línguas. Ela aprendeu latim através de seu relacionamento com o imperador romano Júlio César.

O telefone vermelho não existiu
O famoso telefone vermelho, que conectou o presidente americano em Washington ao líder da URSS em Moscou, nunca existiu. A comunicação direta foi estabelecida após a Crise dos Mísseis de Cuba em 1963, mas através de uma linha de telégrafo (incolor).

Buda era magro
Buda, o fundador do budismo, não era gordo, como muitas vezes é retratado. Estátuas de um Buda gordo aos risos são, na verdade, representações de um monge budista.

Papai Noel não é da Coca-Cola
A Coca-Cola não criou o Papai Noel de roupa vermelha que todos nós conhecemos hoje. Embora a empresa de refrigerantes tenha, em grande parte, popularizado essa imagem com seus anúncios na década de 1930, outras empresas (incluindo a Colgate e a Michelin) usaram a imagem do bom velhinho bem antes da Coca-Cola.

Napoleão baixinho
Se você tem um complexo de Napoleão, você pode estar compensando a sua baixa estatura com um comportamento excessivamente agressivo, ou não. Na verdade, medindo 1,68 m, Napoleão Bonaparte (1769-1821) era ligeiramente mais alto do que a média para os homens de sua época.

As bruxas de Salem
Ninguém acusado de feitiçaria durante os julgamentos das bruxas de Salem (1692) foi queimado na fogueira, como a história nos faz acreditar. Dezenas de pessoas foram torturadas e enforcadas. O mito da purificação pelo fogo está por trás desta lenda.

Cinto de castidade
O cinto de castidade não foi inventado por cavaleiros que partiam para as Cruzadas durante a Idade Média. Na verdade, a primeira menção ao cinturão data do século 15 — aparentemente, as mulheres usavam o acessório para se protegerem de estupros. Maridos desconfiados posteriormente usaram cintos de castidade para impedir que suas esposas se envolvessem em relações sexuais (ou se masturbassem) na ausência deles.

Fonte:www.msn.com