Nem homicídio nem latrocínio; o caso do homem assassinado nesta segunda-feira (25) em Mauriti é, sim, um crime de parricídio. Por volta das 11h30, o idoso Antonio Lopes de Araújo, de 65 anos, o “Antonio de Ana”, foi morto a tiros na estrada vicinal do Sítio São Sebastião, no Distrito de Buritizinho. Informações que vendiam produtos de limpeza com o filho e seguiam num carro, o qual foi interceptado na estrada por dois homens encapuzados que estavam num veículo Fiat Strada de cor branca.
A dupla ainda anunciou assalto e recolheu pertences, mas atirou em “Antonio de Ana”, que morreu no local. Logo, surgiram informações de que a vítima era testemunha de homicídio no mês passado em Parambu, onde residia. Depois, teria sofrido atentado à bala naquele município quando decidiu vir morar com o filho Francisco Ítalo Cezar de Oliveira, de 45 anos, na casa deste no Conjunto da Chesf, na Rua Dona Nazaré Gomes Xavier (Bairro Eucaliptos), em Milagres.
A polícia passou a desconfiar que o latrocínio teria sido tramado e passou a promover levantamento e diligências. Por volta das 21 horas, militares do RAIO foram até a casa de Ítalo conversar com ele em Milagres. Ele terminou confessando aos PMs ter mandado matar o pai, acrescentando sobre um “atrito” com ele e, “para não morrer”, mandou matar o genitor, pelo qual “serviço” pagaria R$ 3 mil após o velório e sepultamento.
Disse mais ter combinado com a dupla para levá-lo ao Sítio São Sebastião em Mauriti, acertando ainda que seria feita uma simulação de assalto. Após receber voz de prisão na noite de ontem, Ítalo foi com os PMs até a casa do executor José Rômulo de Sousa Vasques, de 37 anos, o “Dedé de Alcides”, em Mauriti, o qual não foi localizado. Posteriormente seguiram à residência de Cícero Moreira de Sousa, de 42 anos, no Sítio Marcela, também em Mauriti.
Em frente ao imóvel estava o veículo Fiat Strada de cor branca, usado no crime, enquanto a espingarda calibre 20 foi encontrada num matagal por trás da casa dele, com uma munição intacta, junto com uma balaclava. Esse, também, confessou, dizendo ter apenas dirigido o carro, levando “Dedé de Alcides” para executar. Perante a delegada Luciana Costa Vale, na Regional de Polícia Civil de Brejo Santo, Ítalo e Cícero optaram pelo direito ao silêncio.
Fonte: Portal Miséria
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