quarta-feira, 20 de abril de 2022

Família de Quiterianópolis aguarda liberação de corpo de parente há mais de 2 meses

 

A família de um homem de 48 anos, encontrado morto na zona rural de Quiterianópolis, no interior do Ceará, aguarda há mais de dois meses pela liberação do corpo dele pela Perícia Forense do Estado (Pefoce).

Antônio Carlos Barroso Neto foi encontrado morto no dia 13 de fevereiro na localidade de Baixio. O corpo foi recolhido e levado para o núcleo da Perícia em Tauá. Porém, como não há documentos, ele ainda não foi liberado.

Os familiares se queixam da demora para realizar o sepultamento, além de ainda não saberem a causa da morte de Antônio Carlos.

“Já foi dada a entrada no registro [de nascimento], a família está toda esperando por esse corpo, e não estamos conseguindo liberar por falta de documento, que ele não tinha. A gente está precisando tirar o corpo do IML”, cobra irmã de Antônio Carlos, a agricultora Ana Lúcia Barroso de Sousa.

Os parentes recebem apoio jurídico do município de Quiterianópolis, que informou não haver dúvidas em relação à identidade do homem, diante de exame de DNA já feito junto à Perícia Forense de Tauá, que confirmou o parentesco entre Antônio Carlos e Ana Lúcia. Apesar do laudo, o corpo não foi liberado.
 
Liberação judicial

Em nota, a Pefoce informou que a liberação de corpos sem documento de identificação só é realizada quando é feito o exame de DNA, pois há a necessidade da declaração de óbito mediante decisão judicial.

A Pefoce alega realizar todos os procedimentos legais de exames cadavéricos para substanciar a Justiça em investigações e diz aguardar a autorização judicial para a liberação do corpo.

O Sistema Verdes Mares procurou o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) para saber sobre a decisão judicial que pode autorizar à família retirar o corpo e aguarda posicionamento.

Fonte: Diário do Nordeste 

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