sexta-feira, 4 de março de 2022

MPF aciona Iphan na Justiça para fazer o tombamento da Igreja de Cococi, Parambu

 

O processo de tombamento federal da Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Parambu (CE), que já dura 20 anos, pode ganhar um novo capítulo em 2022. O Ministério Público Federal (MPF-CE) ajuizou ação civil pública com pedido de liminar para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) conclua a documentação.

A igreja fica no distrito de Cococi, que perdeu o status de município em 1979 e hoje pertence ao território de Parambu. O lugar é conhecido como cidade-fantasma devido à ausência de moradores e às ruínas que ainda existem no território.

De acordo com o MPF, o procedimento de tombamento da igreja foi instaurado em 1998 e há mais de 20 anos não há perspectiva de conclusão.

A ineficiência e morosidade do Iphan em promover a finalização do processo que tem por objeto o tombamento de bem de inegável valor histórico-cultural representa risco de natureza extrapatrimonial, por proteção insuficiente ao patrimônio cultural brasileiro
Adalberto Delgado
Procurador da República

O órgão federal ainda ressalta que a falta de efetividade "acarreta o risco que a Igreja de Nossa Senhora da Conceição seja desvirtuada ou depredada".

Na ação, com pedido de antecipação de tutela, o MPF requer que o processo de tombamento seja finalizado em no máximo 90 dias. Além do Iphan, também são réus na ação o município de Parambu e a União Federal.

O Diário do Nordeste entrou em contato com o Iphan e aguada retorno do órgão.

História de maldição contra Cococi

Em janeiro deste ano, o Diário do Nordeste publicou a matéria "Entre lendas e fatos: as histórias não contadas da cidade-fantasma do sertão cearense". O texto abordou os casos de assombração contados na região, segundo a versão do imaginário popular sobre o abandono de Cococi.

Conta-se que a cidade foi amaldiçoada por um padre. O infortúnio nasceu da disputa entre o religioso e uma importante família do lugar. Por isso, diz a lenda, quando um dos primogênitos do clã faleceu, ele se transformou em serpente. No túmulo, para que não escapasse e tirasse o sossego de todos, sempre precisavam amarrar correntes e passar cimento em cima, vigas de ferro. O temor era de que o caixão se rompesse.

Fonte: Diário do Nordeste 

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