sábado, 26 de março de 2022

Equipe que criou o capacete Elmo recebe Medalha da Abolição, uma tauaense é integrante do projeto

 

Em reconhecimento pelos serviços prestados ao Ceará e ao Brasil, os cientistas cearenses que desenvolveram o capacete Elmo — inovação usada no tratamento de pacientes com Covid-19 — receberam na noite desta sexta-feira (25) a Medalha da Abolição (2020-2022), a principal honraria do Estado.

A comenda foi entregue pelo governador Camilo Santana (PT). “Nós sabemos o que representou o capacete na pandemia. Não só para milhares de cearenses, mas, também, para os brasileiros. O capacete reduziu em 60% a necessidade de intubação de pacientes com Covid-19. E foi uma parceria entre iniciativa privada, academia e poder público. Homenagem mais do que justa”, celebrou o governador.

O médico Marcelo Alcântara, um dos idealizadores do capacete, disse que recebe a honraria “com muita gratidão” não só ao Governo do Estado como, também, à sociedade, “que reconheceu no Elmo uma forma de enfrentamento coletivo à pandemia”.

Para o cientista, o projeto inovador é um case “e a medalha reforça esse fato”, especialmente porque, além de tudo, conseguiu reunir diferentes setores sociais como Governo, universidades, indústria e comércio em prol da construção de um bem público. “É um modelo”, define.

A equipe que desenvolveu o capacete Elmo é composta por: Carlos Eduardo Bastos Salles (Esmaltec), Marcelo Alcântara Holanda (ESP), Luiza Gabriela de Carvalho Gomes Frota (ESP), David Guabiraba Abitbol de Menezes (ESP), Jorge Barbosa Soares (Funcap), Paulo André de Castro Holanda (Senai), Ataliba Holanda Neto (Senai), Bruno Henrique Rodrigues Santos (Senai), Gustavo Rodrigues Santos (Senai), João Luís Pinheiro Giffoni (Senai), José Arimar Fernandes Neto (Senai), Luiz Soares Júnior (UFC), Jarbas Ariel Nunes da Silveira (UFC), Fábio Cisne Ribeiro (UFC), André da Silva Machado (UFC), Francisco Rodrigues Porto Cavalcanti (UFC), João José Vasco Peixoto Furtado (Unifor), Herbert Lima Santos da Rocha (Unifor) e João Batista Furlan Duarte (Unifor).


A Fisioterapeuta Luisa Gabriela, que integra a equipe é Tauaense. Ela é filha da senhora Hilma Carvalho e Laerte Gomes. 

A Medalha da Abolição

Instituída em 1963, a Medalha da Abolição reconhece o trabalho relevante de brasileiros para o Ceará ou para o Brasil. Os nomes são escolhidos por uma comissão instituída em decreto estadual.

Neste ano, nove personalidades de diferentes setores foram homenageadas. A cerimônia não ocorria desde 2019, quando os principais agraciados foram os bombeiros que atuaram no resgate das vítimas do desabamento do Edifício Andrea, em Fortaleza.

Saiba quem foram os agraciados
Capacete Elmo;
Maria do Perpétuo Socorro França Pinto, ex-procuradora-geral de Justiça do Ceará e titular da Secretaria de Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos;
Espedito Seleiro, artesão e Mestre da Cultura do Ceará;
Tom Cavalcante, humorista, ator, apresentador, radialista e dublador;
Maria Nailde Pinheiro Nogueira, desembargadora e presidente do Tribunal de Justiça do Ceará;
Preto Zezé, presidente da Central Única das Favelas, empreendedor, produtor cultural e musical;
Amanda Lyssa de Oliveira Crisóstomo, jogadora de futsal, tricampeã mundial com a Seleção Brasileira de Futebol e eleita oito vezes a melhor do mundo na modalidade;
Cid Ferreira Gomes, senador da República, governador do Ceará por oito anos e ex-ministro da Educação;
José Ricardo Montenegro Cavalcante, industrial cearense há 34 anos e presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Com fotos de Hilma Carvalho e informações do Diário do Nordeste 

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