domingo, 4 de julho de 2021

Escritor e historiador transforma TCC em livro

 

O historiador e escritor Paulo Cesar disponibiliza o seu primeiro trabalho para o público. Ele aproveitou o seu TCC para transformar em um livro. 

PREFÁCIO

“Uma palavra, para resumir, domina e ilumina nossos estudos: "compreender" [...]." (BLOCH, 2001, p. 128). 

O livro que trago ao prezado (a) leitor (a), busca analisar como se materializou o controle sobre os meios de comunicação, com a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) como mediador de novos paradigmas políticos, sociais e culturais no Brasil e como os implantaram por meio da comunicação de massa. Verificam-se também as ações do DIP quanto ao ufanismo nacionalista, fixando a imagem de Vargas como o “trabalhador número um” e de “Pai dos pobres”. Para isso, utilizei-me de investigações através de análises documentais que apresentam a conjuntura sociopolítica e cultural na ditadura Varguista, evitando ser exaustivo, atenho-me ao recorte temporal e contextualizando-o de forma sucinta e cronológica quanto à instrumentalização que o Estado Novo realizou para implantar sua ideologia em um período de muita instabilidade nacional. 

Verifico tal instrumentalização promovida pelo Estado Novo, bem como suas intervenções por meio do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Para esse fim, investigo sua preponderância na estrutura organizacional, analisando assim, seus processos realizados no período estado-novista como a censura e a repressão aos meios de comunicação tal como sua influência através da radiodifusão, cinema, teatro, literatura, música e imprensa, e em seus discursos ufanistas, verificando a operacionalização desses processos na implantação do Estado Novo, da perspectiva de um Estado ubíquo, culminando numa análise sobre o trabalho e educação.

Procurei expor esses processos tendo em vista que a ascensão de Vargas ao poder em 1930 trouxe uma ruptura com a política liberal e conservadora e sua base oligárquica. O país agora se envereda em uma nova perspectiva política, paradoxalmente, populista e autoritária por meio de um esforço ideológico. 

Em suma, através de fontes historiográficas e análises documentais procurei relacionar as hipóteses entre si, investigando as ações do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) como interventor de uma nova cosmovisão politica e cultural e à intencionalidade desta idealização política; os modus operandi das ações em relação à massificação populista e o ufanismo estado-novista por meio de uma comunicação positiva de um Estado forte, protetor e provedor e, sobretudo onipresente.

Paulo César Silva

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