O que é?
Em 1902, o dinamarquês Kristoffer Nyrop
publicou o livro "The
kiss and its history" (O beijo e sua história,
em português). Na obra, ele reserva mais de 20 páginas para o capítulo
"What is a kiss?" (O que é um beijo?).Segundo Nyrop, um beijo é "produzido
por um tipo de movimento de sucção dos músculos dos lábios, acompanhado por um
som alto ou baixo".
Origem
O hábito das mães de mastigar a alimentação
sólida antes de passarem à boca de seus filhos em tempos primitivos é a origem
mais provável do beijo. Quem defende a tese é o antropólogo inglês Desmond Morris. Segundo ele,
esse costume (que é comum entre pássaros e outros animais) ainda se mantém em
tribos de várias partes do mundo.
História
A cientista Sheril Kirshenbaum é autora do
livro "The Science of Kissing" (A
Ciência de Beijar, em português). Segundo ela, textos em sânscrito escritos
3.500 anos atrás na Índia são os registros mais antigos sobre beijos já
encontrados até hoje.
Beijo?
Na cultura de alguns povos do Pacífico Sul
e da Ásia, o beijo como demonstração de afeto não existia até a chegada de
conquistadores europeus. Quem afirma isso é Andrea Demirjian, autora do
livro "Kissing: Everything You Ever Wanted to Know About One of Life's
Sweetest Pleasures" (Beijar: Tudo que você sempre quis saber sobre um dos
mais doces prazeres da vida)
Direita
Quando duas pessoas se beijam, elas têm
duas vezes mais chances de virarem a cabeça para o lado direito do que para o
esquerdo. A descoberta é do psicólogo Onur Güntürkün. Ele constatou o fenômeno após
observar 124 casais se beijando em aeroportos da Alemanha, Estados Unidos e
Turquia. Segundo Güntürkün, essa tendência estaria ligada de alguma forma com a
destreza manual em humanos.
Batimentos
Um beijinho inocente é capaz de fazer os
batimentos cardíacos de uma pessoa aumentarem de 70 para 150 por minuto. O dado
é fruto de um levantamento realizado por pesquisadores americanos.
Duração
De acordo com pesquisadores da universidade Butler, dos Estados
Unidos, o tempo médio de duração de um beijo é de 45 segundos. Durante esse
período, mudanças químicas são registradas na área do cérebro associada a
fortes emoções.
Limpo
Os beijoqueiros de plantão podem ficar
tranquilos. De acordo com o livro "The Science of Kissing", o
número de microrganismos que podem ser transmitidos num beijo é muito menor do
que aquele envolvido em outras demonstrações de afeto - como, por exemplo, um
aperto de mão.
Músculos
Quando você dá um beijo carinhoso em
alguém, cerca de 17 músculos do seu corpo entram em ação. O cálculo é da médica Martine Mourier, que escolheu
o beijo como tema de sua tese de doutorado. Segundo ela, beijos mais
apaixonados podem mobilizar a movimentação de até 29 músculos ao mesmo tempo.
Cérebro
No cérebro humano, há 12 pares de nervos
cranianos. São eles que conduzem dados relativos à temperatura, cheiro e
outras informações de diversas partes do corpo até o cérebro. Desses 12 pares,
cinco estão em atividade quando beijamos. A informação é da revista Scientific American.
Ruim
Um estudo realizado em 2007 pela
universidade americana de Albany apontou
que 66% das mulheres e 59% dos homens entrevistados já haviam se interessado
por alguém e perdido o interesse após o primeiro beijo. Ao que tudo indica, a
experiência desse pessoal não deve ter sido muito boa.
Trocas
Em um beijo, duas pessoas podem trocar 9
miligramas de água, 45 miligramas de sais minerais e 711 miligramas de
materiais gordurosos. Praticamente imperceptível para quem beija, essas trocas
foram calculadas pela médica Martine Mourier.
Animais
De acordo com o psiquiatra Nell Burton, alguns tipos de animais têm
comportamentos que lembram o beijo dos humanos. Um exemplo são os macacos
bonobo, que também costumam trocar beijos entre si.
Memória
Geralmente, as pessoas têm uma lembrança
mais clara do primeiro beijo do que da primeira relação sexual nos Estados
Unidos. Essa constatação é fruto de um estudo realizado por cientistas da universidade Butler.Para o trabalho, 300 americanos e
americanas foram entrevistados. Em geral, eles haviam beijado pela primeira vez
em locais como o banco da frente de um carro ou na porta de casa e podiam
lembrar detalhes da ocasião – como a roupa que usavam ou as palavras que
disseram após o beijo.Entretanto, o número daqueles que se
lembravam de detalhes ligados à primeira relação sexual era menor. Em muitos
casos, os entrevistados se encontravam alcoolizados quando ela aconteceu.
Efeitos
Respiração irregular e bochechas
avermelhadas (em pessoas de cor clara) são alguns dos efeitos colaterais de um
beijo bem dado. Quem afirma isso é a Sheril Kirshenbaum, em seu livro "The Science of Kissing".Ainda segundo ela, dar um beijo faz com que
nossas pupilas se dilatem. Esse efeito é visto como possível motivo para
fecharmos os olhos quando estamos beijando.
Compatibilidade
Cerca de 900 adultos participaram de uma
pesquisa online realizada pela universidade de Oxford, no Reino Unido. O
levantamento revelou que, para a maioria deles, o beijo funcionava mais como um
teste para escolha de potenciais parceiros do que como um fator para consolidar
relacionamentos ou provocar relações sexuais. Os cientistas acreditam que isso
se deve ao efeito de hormônios e outras substâncias liberadas durante o beijo.
Máquina
A sensação de dar um beijo em alguém é
única. Pensando nisso, pesquisadores japoneses do Laboratório Kajimoto criaram um dispositivo eletrônico capaz de simular o beijo de
língua. A máquina (que reproduz os movimentos de uma língua) é composta de duas
partes que se comunicam via internet e permite que duas pessoas se beijem
à distância.
Hormônios
Conhecida como "hormônio do
amor", a ocitocina é uma substância que diminui os níveis de estresse e
aumenta a sensação de prazer e bem estar. Já a dopamina e a serotonina são
hormônios ligados à sensação de desejo e o sentimento de posse sobre outra
pessoa, respectivamente. Todos eles são liberados durante um beijo - conforme
relata Sheril Kirshenabaum no livro "The Science of Kissing".
Vicia?
Além do desejo, a dopamina é um hormônio
ligado à sensação de recompensa. Quando é liberada, ela gera no indivíduo uma
onda de euforia. Isso estimula os mesmos centros de prazer ativados pelo
consumo de drogas e faz com que quem beija queira beijar ainda mais -
informa a cientista Sheril Kirshenabaum.
Mononucleose
O vírus Epstein-Barr é transmitido pela
saliva e outros fluidos corporais. Ele provoca a mononucleose, também conhecida
como doença do beijo. De acordo com o Centro de
Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, febre, garganta inflamada e cansaço são alguns do sintomas da
doença causadas pelo vírus.
AIDS
O beijo não é uma das formas de transmissão
do vírus HIV, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. De
acordo com o Ministério da Saúde, líquidos
corporais como saliva, suor e lágrima concentram apenas partículas virais não
infectantes.
Ebola
O hábito local de dar beijos nos corpos dos
mortos durante o funeral pode ter sido um dos motivos para disseminação do
vírus ebola na Libéria. Quem apontou isso foi Ken Isaacs, vice-presidente do grupo
de assistência cristão Samaritan's Purse. O país foi um dos que mais registrou
casos da doença durante a atual epidemia.
Tempo
Em média, as pessoas passam duas semanas
inteiras de suas vidas... beijando. O dado consta no livro "Kissing: Everything You
Ever Wanted to Know About One of Life's Sweetest Pleasures", escrito por Andrea Demirjian.
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