domingo, 9 de fevereiro de 2020

Polícia Civil orienta como não cair em fraudes via aplicativos de mensagens


Com o avanço das tecnologias e o contato cada vez mais cedo das pessoas com a internet, muitas modalidades criminosas, que antes eram cometidas presencialmente, hoje se escondem por trás do mundo virtual, por meio de smartphones ou de computadores. Visando a conscientização das pessoas, bem como a disseminação de ações preventivas aos crimes cibernéticos, durante o mês de fevereiro é comemorado o Dia da Internet Segura. Para isso, até a próxima terça-feira (11), a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgará textos informativos relacionados ao assunto.

Com os desafios provenientes dessa nova era, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) chama atenção para os cuidados sobre algumas ações fraudulentas aplicadas por estelionatários, que vão desde o “hackeamento” de contas em redes sociais, até a modificação de boletos bancários ou links alterados por golpistas. Um dos crimes mais comuns atualmente é o conhecido “golpe do WhatsApp”, que consiste na clonagem da conta do usuário a partir de informações repassadas pela própria vítima, que, inconscientemente, fornece seus dados em ligação.

Ou seja, o golpista consegue o telefone da vítima na internet, em sites de venda e compra de produtos e serviços, e entra em contato solicitando a atualização de dados cadastrais. Durante a ação, o criminoso, que já está tentando clonar o WhatsApp da pessoa alvo, pede que seja fornecido o código de seis dígitos enviado por SMS, que é uma medida de segurança do próprio aplicativo para quem desejar acessar a ferramenta de um novo aparelho celular.

Com acesso aos números, o estelionatário conecta-se à conta e passa a pedir dinheiro emprestado aos diversos contatos, que acreditam estar falando com o usuário legítimo. O delegado Julius Bernardo da célula de inteligência cibernética do Departamento de Inteligência Policial (DIP), da Polícia Civil, chama atenção para alguns cuidados básicos que evitam o criminoso de ter sucesso em sua investida.

“É importante alertar que as pessoas configurem o aplicativo para a verificação em duas etapas. É uma medida de segurança, que impedirá o criminoso de acessar a conta da vítima de outro aparelho, porque ele pedirá o PIN do celular. Já para aquelas pessoas que receberem mensagens de pessoas conhecidas, solicitando dinheiro, por exemplo, é importante que elas entrem em contato em ligação, para ouvir a voz do usuário da conta e questionar sobre o pedido via mensagem”, explica.
Dicas de prevenção

Entre as dicas de prevenção, a Polícia Civil orienta que as pessoas evitem de escanear o QR Code do celular em sites desconhecidos. Outra medida é sempre acessar a ferramenta, quando utilizando computador, no site WhatsApp Web. Porém, o usuário deve evitar acessá-lo em conexões públicas ou pouco confiáveis.

Outra forma de prevenir que a sua conta seja tomada por criminosos, é verificar, com frequência, as sessões ativas do smartphone. Ou seja, sempre estar atento se você permanece conectado em algum computador, por meio do WhatsApp Web. Por último, o usuário deve sempre manter o aplicativo atualizado.
Orientações

As vítimas, ao sofrerem esse tipo de fraude, devem procurar uma delegacia da Polícia Civil para registrar o Boletim de Ocorrência. Já para recuperar a conta, o usuário deve enviar um email para support@whatsapp.com. O assunto deve conter a informação “Perdido/Roubado: Por favor, desative minha conta”. O corpo do e-mail, a pessoa deve colocar o número do telefone com o código do país, por exemplo, +55 (85) 99999.9999. Ao receber a informação, a empresa irá desativa a conta, que só poderá ser utilizada após sete dias.

Caso o criminoso tenha habilitado a verificação em duas etapas, a vítima deverá reinstalar o aplicativo e digitar códigos aleatórios e em repetidas vezes. Com isso, a conta será suspensa, e depois de sete dias, o usuário receberá um novo SMS com o novo código de ativação.


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