terça-feira, 17 de julho de 2018

Queimada interrompe telefonia e internet


A internet se tornou um serviço tão essencial para os usuários quanto a energia elétrica. Qualquer sinal de falha é motivo para aborrecimentos e até pânico. Demorar horas sem ter acesso ao serviço se torna até um pesadelo, como ocorreu na manhã dessa segunda-feira (16) nas duas maiores cidades do Centro do Estado, Quixadá e Quixeramobim. O motivo foi uma queimada de vegetais à margem da BR-122, em um trecho próximo ao distrito de Juatama, na zona rural de Quixadá.

Prejudicados

A principal operadora do serviço de acesso à rede mundial de computadores na região, a Brisanet, teve sua conexão interrompida por aproximadamente 6 horas. A falha foi o suficiente para paralisar serviços em empresas, lojas e escritórios de contabilidade. Mais de 12 mil clientes e praticamente o triplo de usuários foram prejudicados nas duas cidades. Além da internet, os serviços de TV a cabo e de telefonia foram também afetados, provocando muitas reclamações, segundo confirmou a empresa.

De acordo com o gerente de Fibra Ótica da Brisanet, Igor Barbosa, houve necessidade de substituição de um trecho de cabeamento de fibra ótica. Como o serviço requer muita atenção, demora um pouco para concluir a fusão do novo cabo à rede.

Obstrução

Cada conexão é mais fina que um fio de cabelo e precisa estar livre de qualquer impureza para evitar a interrupção do fluxo da luz. "Para danificar a rede basta apenas aquecer um pouco mais as fibras. Com o calor, o vidro derrete e ficam obstruídas as conexões. Foi o que ocorreu no Município de Quixadá".

Apesar de haver leis rigorosas proibindo a prática das queimadas, muito comuns no Nordeste a partir do encerramento dos períodos chuvosos, o hábito persiste. As empresas de internet e telefonia seguem as redes de energia elétrica, onde todos sabem ser muito perigoso provocar qualquer foco de fogo.

Mesmo assim, muitos ainda se arriscam propagando as chamas nesses locais. A solução encontrada está na instalação de redes de fibra ótica em duas vias. Quando uma for danificada, a outra supre a necessidade da demanda. O serviço já está sendo realizado pela Brisanet, completou o técnico.

Outra operadora

Enquanto o problema não era solucionado pessoal da Tecnologia da Informação (TI) teve trabalho para manter suas redes estáveis. Foi o caso da Marb Contabilidade. Para não ter o serviço dos clientes interrompido, o escritório conta com outra operadora, explicou o diretor de TI Paulo Henrique Bezerra.

As oscilações são constantes, ressaltou. Enquanto as operadoras não dominam totalmente essa tecnologia, como ocorre em outros países, a melhor maneira de evitar aborrecimentos é ficar monitorando, constantemente, ressalta.

No mesmo período de blackout tecnológico, muitos usuários reclamaram de falhas na TIM, OI, e Claro, operadoras de telefonia celular. Além da falta de conexão às redes sociais, não conseguiam fazer ligações.

Quando alguém atendia logo o sinal caía. O problema perdurou por parte da manhã, na área urbana de Quixadá, onde estão concentrados mais de 50 mil habitantes. As dificuldades só não foram maiores porque é período de férias. Milhares de universitários residem em outras cidades.

Vandalismo

A reportagem do Diário do Nordeste procurou manter contato telefônico com as operadoras. Até o encerramento desta edição apenas a TIM prestou as devidas informações.

Clientes da empresa nestas cidades enfrentaram dificuldades de uso dos serviços de voz e dados na manhã dessa segunda-feira em razão de ações de vandalismo e furto, os quais danificaram equipamentos que atendem a região. Técnicos da companhia atuaram para a normalização dos serviços, o que ocorreu ainda nessa segunda-feira, justificou a operadora.

Fonte:Alex Pimentel - Colaboradordiariodonordeste.verdesmares.com.br