terça-feira, 28 de junho de 2016

Vicios dificeis de largar


Cocaína:
Droga de uso episódico. Tipicamente associada a certos estilos de vida — em alguma época (senão agora) pessoas na indústria das finanças e no ramo do entretenimento — e mais frequentemente jovens. Ao estudar usuários de longo prazo, o psicofarmacologista Ronald Siegel descobriu que a maioria moderou, controlou ou desistiu do consumo de cocaína com o tempo. Ao analisar os dados da pesquisa, cientistas revelaram que menos de 10% dos viciados em cocaína prosseguiram com o uso por um período significativo. Depois que o consumo de cocaína alcançou seu pico nos anos 1980, a maioria dos usuários da classe média abandonaram a substância.

Álcool:
O álcool é tema de boa parte da literatura (científica ou não) que retrata os vícios. Membros dos Alcoólicos Anônimos juram que o AA é a única forma de se recuperar, enquanto especialistas em reabilitação afirmam que o alcoolismo é inevitável sem tratamento. No entanto, pesquisas epidemiológicas não confirmam essa ideia. Em 2005, o Instituto Nacional de Alcoolismo e Abuso do Álcool dos Estados Unidos publicou os resultados de um estudo epidemiológico conduzido com entrevistas em pessoa com 43 mil norte-americanos. No total, 4.422 foram classificados como dependentes do álcool em algum momento de suas vidas. Mais de 25% por cento deles recebeu algum tipo de tratamento médico em decorrência do alcoolismo. Entre a ampla maioria que não recebeu qualquer tipo de tratamento, menos de um quarto bebeu até no momento da entrevista. A maior parte deste grupo (66%) continua bebendo socialmente.

Valium (Diazepam):
No geral, as drogas usadas para propósito de pacificação (como os antidepressivos), se consumidas durante longos períodos de tempo, são difíceis de largar. Isso vale pra sedativos, pílulas pra dormir, barbitúricos e tranquilizantes. Diversos best-sellers já foram escritos a respeito da dificuldade de largar o Valium (tranquilizantes benzodiazepínicos): Jim Jensen, o famoso âncora da CBS, contou à revista People como conseguiu superar a cocaína, mas não o Valium.

Heroína:
Analgésicos poderosos, se tomados regularmente, são difíceis de largar para muitas pessoas (porém não a maioria). O que é impressionante não é tanto que a heroína possa causar abstinências severas em alguns indivíduos, mas o quão instável é a síndrome em comparação a outras drogas e analgésicos (como o Vicodin e OxyContin), substâncias cujo consumo hoje é crescente, principalmente entre usuários de drogas ilícitas e vítimas de overdose.

Fumar:
3. Cigarros:
Entre viciados em cocaína e álcool, fumar é geralmente citado como o vício mais difícil de superar — mais até do que a heroína. Ainda assim, mais de 40 milhões de pessoas nos Estados Unidos conseguiram parar de fumar. Por outro lado, há mais de 1 bilhão de fumantes em todo mundo atualmente: um deles morre a cada seis segundos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Quase 80% dos mais de 1 bilhão de fumantes em todo mundo vive em países pobres ou subdesenvolvidos.

Batata frita:
A batata frita e outras comidas confortáveis (e que engordam pra valer) são um dos vícios mais perigosos, pois é algo aparente inofensivo e integrado em nossas vidas. Por não ter o estigma de drogas como as citadas acima, trata-se de uma ameaça silenciosa e tolerada — embora prive milhões de pessoas de viverem mais. O crescente número de cirurgias bariátricas num curto espaço de tempo mostra que estamos falando de substâncias altamente viciantes, pois até mesmo os indivíduos que estão em condições preocupantes de saúde geralmente se recusam a parar de ingerir esses alimentos.

Amor:
Ah, o amor é o vício mais difícil de superar. Certamente, ele causa mais assassinatos e suicídios do que qualquer outro vício. E se você pensar que existem pessoas que sentem saudades de fumar, considere o que elas podem estar dispostas a fazer quando se divorciam ou se separam depois de um longo tempo — mesmo quando odeiam suas esposas! Ao mesmo tempo, ouvimos frequentemente a respeito de pessoas que sacrificaram suas vidas por um amor que os traiu, ou que destruíram suas mentes, ou que ainda não desistiram do relacionamento. Adivinhe qual a resposta da vítima de abuso quando perguntada por que não simplesmente ela não abandona seu marido agressor? “Porque eu o amo, e não consigo viver sem ele”, comenta Stanton Peele, pioneiro no estudo de viciados desde 1975. Porém, não há motivo para pânico, não interessa qual seja o seu vicio. “A maioria dos viciados supera seus vicios”, garante o especialista.


Fonte:acidezmental.xpg.uol.com.br