sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Regiões de Tauá, Aracati e Iguatu permanecem com aumento de casos de Covid-19, diz boletim da Sesa

 


Segundo boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), das 22 Áreas Descentralizadas de Saúde (ADS) do Estado, apenas três apresentaram incrementos de casos de Covid-19 no período de 9 de agosto a 5 de setembro. As ADS de Tauá, Aracati e Iguatu tiveram aumento de 56,1%, 49,3% e 6,2%, respectivamente, no número de casos da doença no período citado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (18).

Apesar da alta nestes municípios, o interior cearense, considerando as macrorregiões, segue a tendência da Região Metropolitana de Fortaleza de queda no número de diagnósticos positivos de Covid-19 e de óbitos pela doença, de acordo com dados do IntegraSUS.

As mesmas regiões já apareciam entre as ADS com registro em alta de casos da Covid-19 citadas no boletim da Sesa divulgado no último dia 10 de setembro, que levou em conta dados coletados entre os dias 2 e 29 de agosto. O aumento registrado no último boletim foi o seguinte:
Tauá - passando de 230 para 359 casos (+56,1%)
Aracati - passando de 146 para 218 casos (+49,3%)
Iguatu - passando de 1.234 casos para 1.310 (+6,2%)
A ADS corresponde ao município polo e regiões vizinhas, é uma divisão criada pelo Governo do Estado do Ceará para descentralizar o foco da capital.

Em relação ao registro de mortes, é a ADS de Crateús que chama atenção, com um aumento de 114,3%. A região passou de 7 para 15 mortes no período das Semanas Epidemiológicas (SE) 33 e 34, e 35 e 36, correspondendo ao intervalo de 9 de agosto a 5 de setembro.

Também tiveram incremento nas mortes as seguintes ADS:
Tauá - passando de 2 a 3 mortes (50,0%)
Cascavel – passando de 7 a 9 mortes (28,6%)
Icó - passando de 12 a 14 mortes (16,7%)
Iguatu – passando de 15 a 17 mortes (13,3%)

O mês de setembro teve o menor índice de mortes por dia no Ceará (15,3), se comparado aos meses de maio (124,3), junho (66,7), julho (39,4) e agosto (21,4).

De acordo com o boletim, a Capital registrou queda de casos e óbitos entres as SEs 33 e 36 (-21,2% e - 37,1%). No Interior, apesar de diferentes cenários entre as regiões, também houve redução de casos e óbitos suspeitos e confirmados para Covid-19 (-23,8%; -28,7%).

“Verifica-se uma redução na média de óbitos acentuada a partir da última semana de maio, com uma redução de 63,7% entre 22/05 e 30/06/2020. No mês de julho (de 1º a 31/07) observa-se uma redução de 41,8% na média móvel de 7 dias e em agosto, entre os dias 1º e 31, essa redução foi de 47,6%”, mostra o boletim da Sesa.

Em setembro, a secretaria afirma que, “apesar de existir redução diária em relação a 14 dias atrás, observa-se uma estabilização na média de óbitos dos 7 dias”.

A tendência de redução apontada no boletim da Sesa vai de encontro aos dados divulgados pelo Consórcio dos Veículos de Imprensa do Brasil, que apresenta um aumento nos registros do Ceará. A discrepância levou o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) a solicitar uma explicação da Sesa, que tem até a próxima segunda-feira (21) para comprovar seus números.

Incidência no Estado
Região de Saúde Fortaleza: o município com maior incidência acumulada, até 12 de setembro, foi Acarape (10.650,0 casos por 100 mil habitantes), seguido de Redenção e São Gonçalo do Amarante com taxas de 5.113,5 e 4.802,5 respectivamente.
Região Norte do Ceará: Frecheirinha teve a maior incidência acumulada (10.771,9 casos por 100 mil habitantes), seguida por Groaíras e Chaval, com taxas de 6.482,5 e 6.101,0 respectivamente.
Cariri: o município com maior incidência foi Quixelô (5.972,2 casos por 100 mil habitantes). Logo depois vem Farias Brito, com 5.497,3 casos por 100 mil habitantes, e Juazeiro do Norte com taxa de 5.447,4 casos por 100 mil habitantes.
Região do Litoral Leste/Jaguaribe: o município que registrou maior incidência acumulada foi Jaguaretama (4.187,4 casos por 100 mil habitantes) seguido de Jaguaribe e Russas com taxas de 3.812,4 e 3.708,2 respectivamente.
Sertão Central: Itatira teve a maior incidência acumulada, com 4.123,0 casos por 100 mil habitantes. Além de Quixadá e Ibicuitinga, com taxas de 4.112,9 e 3.720,1 cada uma.

Fonte: Diário do Nordeste

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