A internet sem dúvidas é uma das invenções mais
sensacionais de todos os tempos, afinal, ela conseguiu a proeza de criar uma
rede de comunicação mundial cada vez mais acessível a milhares de pessoas; fora
o fato de nos proporcionar acesso praticamente irrestrito a todo o tipo de
informação e conteúdos multimídia.Mas essa explosão da internet,
especialmente na última década, trouxe problemas sérios a nós mesmos. No final
das contas, ela tornou-se algo tão inovador e necessário em nossas vidas que parece que
nós ainda não conseguimos nos adaptar perfeitamente a ela – e é aqui que mora o
perigo.A seguir,veja os transtornos mais comuns
apresentados por quem está passando dos limites no uso diário da internet.
1. Nomofobia
Basicamente, é aquela terrível sensação que algumas pessoas possuem de ficarem sem celular ou longe dele. Em sentido amplo, pode ser descrito como o medo de ficar desconectado por qualquer motivo. Sabe aquela aflição que se tem quando a bateria do celular está acabando e não é possível carregá-la imediatamente? Esse é o primeiro sinal de que algo pode estar errado.Você pode até achar isso engraçado agora, mas o problema já até foi tema do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders e conta com programas de recuperação para os afetados.
2 – Síndrome do toque fantasma
Aquela sensação de sentir o celular vibrando no bolso da
calça ou na mochila, sem que haja nenhuma chamada. Isso parece
ser algo que está se tornando cada vez mais comum entre as pessoas.Voce se pega enfiando a mão no bolso desesperadamente, achando que é alguém me
ligando e não é ninguém.Segundo afirma o doutor Larry
Rosen em seu livro iDisorder, este fenômeno ocorre com cerca de 70%
dos heavy users, ou seja, os usuários mais
intensos – em suma, boa parte de nós! Segundo ele, esta sensação pode estar
ligada a uma ansiedade ou mesmo ao prazer em atender a chamada do celular. O
mais leve formigamento já pode fazer com que o cérebro interprete como o vibrar
do celular.
3 – Náusea
digital
É a sensação que algumas
pessoas possuem ao interagirem com ambientes digitais,
causando desorientação ou vertigem. Em um caso super recente de
manifestação dessa síndrome, temos o lançamento do novo sistema operacional da Apple para
iPhones e iPads, o iOS 7, que conta com
elementos de aproximação e afastamento dos objetos na tela (zoom in e zoom
out).As reclamações de pessoas que
sentiam nauseadas com aqueles efeitos foram tão significantes que obrigou a
empresa a lançar uma atualização com a opção de desligar o efeito.
4 –
Transtorno de dependência da internet
Essa é fácil saber do que se
trata: ocorre quando se possui uma vontade
compulsiva em acessar a internet, mesmo que não se saiba exatamente o que fazer
lá. Em outras palavras, é o uso irracional da internet e que
pode estar ligado a outros problemas como a depressão, TOC, Transtorno de
déficit de atenção, ansiedade social, baixa autoestima, etc.Não é difícil entender que
algumas pessoas simplesmente não são felizes com a vida que possuem ou que não se
sintam bem na sociedade, acabando por ver na internet uma válvula de escape
extremamente efetiva.
5 – Depressão de Facebook
Falando em depressão, a depressão de Facebook ocorre em função das interações
sociais dentro da rede ou a falta dessas relações.Você que é
usuário do Facebook já passou por essa situação: abrir a sua timeline e se
deparar com uma penca de atualizações dos seus amigos com fotos de festas, de
viagens, na casa nova, com o carro novo, com o(a) namorado(a), curtindo com os
outros amigos… E logo em seguida bater aquela sensação de vazio, de que você
não está aproveitando a vida como deveria e blá blá blá.Apenas tenha em mente uma simples
e racional constatação: 99,9% das pessoas só vai postar coisas
boas em suas timelines, o que não significa de forma alguma que essas pessoas
tenham vidas fantásticas!Em suma, não acredite em tudo o
que vê no Facebook – ou na internet como um todo.
6 – Vício em jogos online
Em poucas palavras, é a compulsão por jogos online.
É bom deixar claro que o vício ocorre quando há uma necessidade irracional de
se participar de sessões intermináveis desses jogos.Na Coréia do Norte, por exemplo,
já há inclusive uma lei própria para o assunto apelidada de “lei cinderela”,
pois corta o fornecimento de internet para todos os jovens menores de 16 anos
no período entre a meia-noite e seis horas da manhã.A situação dos jogadores
compulsivos é tão grave que a Associação Psiquiátrica Americana já inclui a
dependência no índice III, significando que a dependência dos viciados em jogos
online é equipara a outros vícios não ligados
ao consumo de substâncias químicas, como ocorre com os viciados em jogos de
azar.
7 – Hipocondria digital
O hipocondríaco é aquela pessoa com mania de doença, que pensa sempre estar
doente. O hipocondríaco digital é basicamente a
mesma coisa, com um único ponto de diferença: a pessoa que possui esse mal
pensa que está com a doença sobre a qual leu na internet.É bastante comum que nos dias
atuais o Google se torne nosso primeiro médico, no sentido de que muitas
pessoas recorram ao buscador e nele insiram todos os sintomas sentidos,
deparando-se com resultados de uma doença que, na grande maioria dos casos, não
corresponde ao que a pessoa realmente possui.Explicando melhor. Uma pessoa que
sofre com dores de cabeça pode buscar por doenças que possuam esse sintoma e
depara-se com a informação de que isso pode ser um câncer de cérebro,
provocando o aumento da ansiedade e tensão já normais à hipocondria. Ou seja, o recomendável é recorrer a um profissional da área, e não à internet.
8 – O efeito Google
É a tendência que afeta
o cérebro humano em reter menos informações, pois ele sabe que as respostas
estão ao alcance de alguns cliques.Essa é outra condição que está se
popularizando rapidamente entre as pessoas que utilizam a internet ou
dispositivos móveis para tudo.Não conseguimos mais dizer os números dos
celulares dos nossos amigos mais próximos, porque isso já se transformou numa
“memória inútil”, pois basta que pegue o smartphone e lá estarão eles.O mesmo ocorre com endereços e
outras informações mais complicadas como datas históricas, informações
geográficas, gramática e ortografia, e por aí vai. E é por isso que há quem ache
que a internet e os dispositivos eletrônicos estão nos deixando estúpidos.Mas não é preciso alarde. O
Google não é uma coisa necessariamente ruim, como explica o doutor Rosen, pois
esse acesso rápido e fácil à informação pode indicar uma população mais
informada e esperta. O importante – e que isso fique bem claro – é que tenhamos
consciência de que é sim importante reter algumas informações sem ajuda da
tecnologia e isso
precisa ser dito, principalmente, às nossas crianças e estudantes.
Fonte:Tudo Interessante
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