A verdade é que ninguém tem certeza, mas as
religiões oferecem um cardápio bem variado de opções:
Umas te oferecem a vida eterna, nas nuvens,
flanando e vadiando entre anjos, arcanjos, serafins e querubins, outras te
oferecem o paraíso com lindas virgens prontas para serem defloradas e
saboreadas. Outras ainda oferecem a reencarnação, na Terra, outro planeta, ou
até mesmo na galáxia que você quiser. As opções são mirabolantes e bem interessantes.
Aqui listo o que as 12 principais religiões oferecem. Faça a sua escolha.
Espiritismo
Os
espíritas partem de sete princípios básicos: existência de Deus, existência do
espírito, imortalidade da alma, evolução (lei do progresso), reencarnação,
pluralidade dos mundos habitados e a comunicabilidade. Os espíritas acreditam
que Deus não tenha criado as pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos
simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Para eles, quem
constrói o céu e o inferno é o próprio homem. Assim, o conceito de
"inferno" e "céu" não existe, sendo uma alegoria do próprio
estado moral do espírito. Segundo a Doutrina Espírita de Allan Kardec, só
existe a morte do corpo físico, enquanto o espírito imortal retorna a sua
verdadeira vida, que é a vida espiritual.
Igreja
Evangélica
A
Bíblia diz que o homem é imarcescível (nunca se extingue) e, portanto, continua
a existir sempre, em algum estado. A morte significa separação entre o corpo,
que volta à Terra, e a alma e o espírito, que retornam a Deus. Mais tarde,
espera-se pela ressurreição, ou seja, a união outra vez entre alma e espírito
com um corpo, não mais o mesmo e corruptível corpo, que havia sido formado do
pó da terra, mas agora um corpo glorioso, semelhante ao que Cristo recebeu ao
ressuscitar. "Quem tem o filho, tem a vida; quem não tem o filho de Deus,
não tem a vida" (Iº Jo. 5: 12).
Budismo
Na visão Budista, a vida e a morte são elementos
de extrema importância para o questionamento da existência. De acordo com o
Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges
oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranqüilidade e
sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores. Cada renascimento
depende do carma (ações que deixam marcas) de cada um. Conforme o carma, as
pessoas podem renascer em seis mundos distintos (Roda do Samsara): reinos celestiais,
reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e
reinos infernais.
Wicca
Dentro
da bruxaria wiccaniana, a morte não é o fim, mas um evento natural. Tudo o que
existe no universo passa pelo seguinte ciclo: nascimento, vida, morte e
renascimento. O homem não é exceção. Ele é tão importante quanto qualquer outro
animal, planta, estrela ou pedra. "Acreditamos em um retorno cíclico sem
castigos ou recompensas. Os deuses desejam que nós vivamos a vida com alegria,
seja aqui e agora ou em uma próxima vida", afirma a sacerdotisa wiccaniana
da Tradição Diânica do Brasil, Mavesper Ceridwen.
Hinduísmo
O hinduísmo engloba algumas das mais antigas
crenças religiosas. A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de
reencarnação. Os hindus mantêm muitas crenças distintas, mas todas são baseadas
na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos,
mortes e renascimentos. Toda pessoa renasce - ou reencarna - cada vez que
morre. Contudo, se levar uma vida voltada para o bem, a pessoa pode libertar-se
desse ciclo.
Religião Muçulmana ou Islamismo
A
comunidade islâmica se divide em duas correntes principais: os Sunitas e os
Xiitas. Os mulçumanos acreditam que esta vida é uma provação para chegar ao
reino de Deus.Quando a pessoa morre, começa
o primeiro dia da eternidade. O ser humano é um servo do criador e, ao morrer,
sua alma fica aguardando o dia da ressureição (juízo final) para ser julgado
pelo criador", diz o Sheik Ali Hussein Saleh, da Federação das Entidades
Muçulmanas do Brasil.O islamismo aceita e aprova a existência do
inferno para almas "desobedientes", que foram desviadas por Satanás.
Por outro lado, acredita que o paraíso seja um lugar para onde vão as almas que
obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas - entre
eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed
-, de acordo com sua época.
Igreja
Batista
Para o pastor da Igreja Batista Regular, Pier
Luigi Roberto, a morte representa a descrença do ser humano com relação às boas
intenções de Deus e significa basicamente separação: morte física é a separação
da alma do corpo físico, e morte espiritual é a separação da pessoa de Deus. O
que acontece com as pessoas após a morte está ligado à morte espiritual.
Catolicismo
Os cristãos acreditam que após a morte há a
ressureição. Deus ressuscita o homem na morte e a vida continua. "A
religião cristã mostra a existência de vida após a morte. Se Jesus ressuscitou,
temos uma prova que também iremos ressuscitar", afirma o professor titular
da Pontifícia Faculdade de Teologia de São Paulo, Renold Blank. A vida terrena,
então, passa a ser compreendida como preparação para o primeiro encontro com
Deus na ressureição, momento em que a pessoa se confronta com os critérios
estabelecidos por Ele: vida, amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e
verdade.
Candomblé
Os cultos afro-brasileiros acreditam que os
mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina
que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé trabalha com a força da
natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). O Candomblé acredita na
vida após a morte, através da divinização e culto do humano, que alcança uma
dimensão ancestral. "Não existe a morte. A morte é uma passagem, uma
transformação e elevação espiritual.
Umbanda
A
Umbanda (ou Aumbandhan) explica o universo através de sete linhas, regidas por
Orixás. A matéria é um dos caminhos de evolução que o espírito tem para trilhar
e realizar-se conscientemente. Portanto, o nascimento e a morte são partes de
um mesmo projeto evolutivo e estão sujeitos à lei de causa e efeito (Carma).
Sendo assim, a morte é vista a partir do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação
a base desta evolução.Como
não existe um "código" único ou um "livro sagrado", a
maioria dos umbandistas se considera católico-cristão.
Fonte:Acidez Mental
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