quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Autor de homicídio contra vereador de Catarina vai a julgamento


Está marcado para o dia 28 de agosto(terça-feira), à partir das 13 horas, no Fórum da cidade de Catarina, o julgamento do réu Maycon Evangelista Vasconcelos, autor do homicídio, contra o vereador Antonio Chagas de Oliveira, mais conhecido como Valmir do Monte Alegre, 47, fato ocorrido no início da madrugada do dia 14 de abril de 2016, no bar do Léo do Espetinho, na antiga Quadra Municipal, próximo a praça, ao lado da Farmácia do Francisco José, quando o parlamentar foi assassinado, conforme laudo do IML, com cinco disparos de arma de fogo, após uma discussão banal por causa de política.

O FATO - Segundo relatos, na época do crime, acontecia um bebedeira e num determinado momento, houve uma discussão banal por questões políticas e as partes entraram em vias de fatos, ou seja, teriam trocado empurrões, e com isso, Maycon foi até o seu carro e pegou uma arma, revolver calibre 38, e ao voltar para o referido estabelecimento, efetuou os disparos contra o vereador, atingindo-lhe na região do peito, abdômen e braço.

Maycon pertencia ao mesmo grupo do vereador Valmir e durante pleitos passados teria trabalhado para o parlamentar como cabo eleitoral. Na cidade de Catarina, ambos eram tido como grandes amigos.

A Polícia Militar de Catarina foi acionada e chegando ao local do episódio, a vítima tinha sido socorrida por populares ao hospital da cidade, mas não resistiu.

Após o crime, Maycon fugiu em seu carro, um gol de cor prata, tomando rumo ignorado, não sendo localizado pela polícia.

No entanto, o Delegado Regional da época, Dr. Gregório Neto, solicitou a prisão preventiva do indiciado, que foi decretada pelo poder judiciário.

Apresentação Espontânea e Prisão.

Depois de aproximadamente 45 dias, considerado foragido, na tarde do dia 27 de maio (sexta-feira), o acusado se apresentou na Delegacia Regional de Polícia Civil de Tauá, acompanhado de dois advogados constituídos. Porém, como havia um mandado de prisão em aberto contra ele, o mesmo ficou preso na carceragem da 14ª DP, a disposição da justiça.

Segundo o Delegado da época do caso, Dr. Marcos Vinícios, em depoimento na Delegacia, o indiciado disse que tudo aconteceu por uma discussão banal por causa de política e que não tinha plano ou intensão de matar o parlamentar.

Após ficar recolhido por um período na carceragem da DPC de Tauá, o réu conseguiu transferência para a Cadeia Pública de Arneiroz, onde se encontra preso atualmente.

O Júri Popular marcado para terça-feira, 28, em Catarina, será presidido pelo meritíssimo Juiz Dr. Francisco Hilton Domingos de Luna Filho. O Ministério Púbico será representado pelo promotor Dr. Alexandre Paschoal Konstantinou e a defesa será representada pelo advogado tauaense Dr. José Viana de Abreu. O Júri promete ser bastante concorrido.

Repórter Flaviano Oliveira