quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Júri popular de Quiterianópolis realizou dois julgamentos


O Júri Popular de Quiterianópolis realizou duas audiências, nestes dias 08 e 09 de novembro. As sessões aconteceram no Fórum Desembargador Joaquim Jorge de Sousa Filho e foram presididas pelo juiz André Arruda Veras.
Na terça-feira, 08, foi o julgamento de João Noronha da Silva, conhecido por João Neto, 46 anos. Ele era acusado de tentativa de homicídio contra Luiz Edes de Oliveira, o Edes Pereira. O caso aconteceu no dia 15 de março de 2010, na localidade Santa Rita, zona rural de Quiterianópolis.

De acordo com a denúncia, o senhor Edes Pereira estava dormindo numa rede, no alpendre de casa, quando João Neto tentou acertá-lo com uma foice. Conforme o relato da testemunha, a senhora Maria da Conceição, esposa de Edes, João Neto só não praticou o ato porque ela o agarrou por trás e impediu a ação.

O julgamento de João Neto teve como advogado de defesa, José Erisvaldo Vieira Coutinho. O promotor de Justiça, Maxwell de França Barros, atuou na acusação e a advogada Danielly Andrade Vale foi a assistente de acusação.

O promotor Maxwell de França explicou que o Ministério Público pediu absolvição de João Neto com base no artigo 14, inciso 2º do Código Penal Brasileiro, que diz: Tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

“O trabalho do Ministério é aplicar a lei. De acordo com relatos da testemunha e da vítima, o réu ainda estava na fase de preparação para o ato. “Para haver condenação o réu precisava ter iniciado os atos executórios do crime”, destacou o promotor.
Já nesta quarta-feira, 09, foi o julgamento de David Loiola Lacerda, 39 anos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público sob acusação de tentativa de homicídio qualificado contra Marcone Gomes Maia.
O fato aconteceu na madrugada de 29 de dezembro de 2010, na localidade Algodões, município de Quiterianópolis. A vítima relata que, por volta das 16h, estava assistindo uma partida de futebol, na Vila de Algodões, quando o senhor David Loiola teria parado o veículo que conduzia, sacado de um revólver e efetuado dois disparos na direção de Marcone Gomes. Um dos disparos teria acertado o tórax da vítima.

O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de David Loiola Lacerda e ele foi absolvido da acusação de tentativa de homicídio qualificado.

O julgamento de David Loiola Lacerda teve como advogados de defesa, João Alves de Lacerda e João Joab Bonfim Lacerda. O promotor de Justiça, Maxwell de França Barros, atuou na acusação.

Repórter Cícero Lacerda