terça-feira, 9 de agosto de 2016

O que os mosquitos mais amam em você?


Tem sempre aquele amigo premiado que depois de um dia ao ar livre volta para casa contando os pontinhos vermelhos. Aquele infeliz que ostenta os vergões, exibe os calombos, mostra o desenho das picadas. Assim que chega ao parque, esse mesmo miserável já reclama dos mosquitos, lamenta ter esquecido o repelente, teme pegar dengue, malária, zika, chikungunya e passa o resto do dia lutando contra os ataques - e o comichão.
Com certeza você conhece alguém assim. Ou já teve um dia de chamariz de mosquitos.
Mas afinal, o que você (ou esse amigo azarado) tem que deixa essas criaturas tão enlouquecidas?
- Vampiros voadores
Que eles querem seu sangue, isso não é novidade pra ninguém. Mas se o seu grupo sanguíneo for O, prepare-se para ser comido vivo. Um estudo japonês demonstrou que é o motivo para tanto frisson é um tipo de açúcar especial encontrado no sangue tipo O.

- Inspira, expira
Se existe uma certeza bastante óbvia na vida é que para sobreviver devemos respirar. Oxigênio entra, dióxido de carbono sai. O problema é que os mosquitos conseguem detectar o dióxido de carbono que você exala. Para escolher o alvo, eles se orientam pelos odores do corpo da pessoa, o CO2 da respiração e... rá, outra vítima. É por isso que quem respira mais, como adultos e pessoas maiores, tendem a levar mais mordidas - exalam mais dióxido de carbono que crianças e pessoas franzinas.
- Marombeiro caliente
Além do dióxido de carbono, essas pequenas pestes também se sentem atraídas pelo ácido lático (essa substância é resultado da queima de glicose e é liberada nos músculos quando nos exercitamos muito). Quanto mais quente melhor: eles preferem que o corpo da vítima esteja quente e que os níveis de ácido lático sejam altos. Ou seja, passe repelente ao sair da academia.
- Uma mordida, dois alvos
Já disse que quanto mais quente melhor? Pois é, isso se aplica à gestação também. Durante esse período, o sangue circula mais rápido e o corpo das grávidas fica 0.7°C mais quente que o normal. Outro fator que duplica as chances das futuras mamães serem vítimas desses insetos é que, no final da gravidez, elas exalam 21% mais que mulheres não grávidas.

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