quinta-feira, 26 de maio de 2016

Coisas que nunca veremos


Os netos dos filhos dos filhos dos filhos dos meus filhos.

O Brasil fora do buraco negro em que se encontra .

O povo com eficiência na segurança podendo andar pelas ruas sem medo de ser assaltado a qualquer momento.

Político honesto cumprindo seu mandato sem roubar dos menos favorecidos pela sorte e fazendo de besta a população que o elegeu.

Um país civilizado onde todos se entendam e convivam com urbanidade.

Justiça.

Dirigentes de igrejas as mais diversas denominações não metendo as mãos nos bolsos dos irmãos em nome de uma salvação que eles jamais poderão oferecer.

Idosos sendo respeitados e todos seus direitos garantidos.

Presídios de segurança máxima e cadeias transformadas em casas populares para os baixa-renda.

Transito das grandes metrópoles livre dos fantasmas dos engarrafamentos.

Mortos levantando de suas covas emputecidos para reclamarem com o administrador do cemitério que suas sepulturas foram violadas.

A Paz no verdadeiro sentido da palavra.

O fim da impunidade e da injustiça

Um punhado de ricos mofando atrás das grades

O homem desembarcando de mala e cuia no planeta Sol

Os viciados em drogas (as mais variadas espécies existentes) totalmente recuperados.

Céu sem poluição, ar puro, matas preservadas e rios não morrendo de sede.

A decadência dos poderosos.

O grito final da hipocrisia.

Roberto Carlos cantando Jesus Cristo metido num impecável terno preto com bolinhas da mesma cor.

O SUS Sistema Único de Saúde fora de um leito de UTI

Os chamados crimes perfeitos desvendados e os seus culpados mofando no xilindró.

Brasília livre dos ratos de esgoto.

Donzela presa no alto da torre de um castelo a minha espera para salvá-la.

As pessoas cuidando do planeta de maneira ecologicamente correta.

A floresta amazônica não sendo mais devastada

O diabo chupando manga e comendo mariola pedindo clemência na porta do paraíso.

O fim do mundo.

Aparecido Raimundo de Souza, 59 anos é jornalista.


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